1974
Comemorações da Revolução dos Cravos . Ultraperiférico
2008
Impossível não comemorar a Revolução dos Cravos, 34 anos depois. Basta lembrar
que entre 1926 e 1974 o país viveu isolado do mundo, e que durante esse quase
meio século de grandes transformações culturais e sociais, Portugal se distanciou
tragicamente da Europa, como se dela não fizesse parte.
Um balanço dos anos posteriores à Revolução, leva-nos a constatar que, à excepção
das mudanças ditas estruturais resultantes da vivência democrática, persistem na
sociedade portuguesa mentalidades, hábitos e idiossincrasias que contrariam uma
verdadeira condição europeia.
O tempo perdido não se recupera, é certo, mas diagnosticar as fragilidades talvez
contribua para combater a inércia e a mediocridade.
E se outros motivos não houvesse, onde é que já se viu deixar de comemorar uma
revolução feita com flores?
Colagem > Ana Hatherly (n.1929), Portugal
> Da séria As ruas da cidade, 1977, Col. CAM/FCG, Lisboa
[R]
[Adenda]
Impressionante a evocação dos portugueses mortos pela ditadura, no Branco Sujo.
Mas a pergunta é: e os portugueses que ao longo daqueles anos morreram por dentro?
Etiquetas: 25 de Abril











































