E AO QUARTO MÊS...

Ao quarto mês do Ultraperiférico, que hoje assinalamos, os quatro (4) autores que
são a rapaziada deste blogue têm a honra e o prazer de anunciar que convidaram
quatro (4) translumbrantes moças, para integrar a nossa equipa como colaboradoras
residentes: BaLa, Bolota, Espiral e Dona Urraca.

Convite feito, convite aceite. Pretendemos assim mostrar ao mundo, ultraperiferia
incluída, um exemplo estimulante da paridade democrática entre sexos. Nem podia
ser de outro modo, homens e mulheres a blogar em paridade total!
Em breve saberemos o que estas moças iluminadas têm a dizer, quais os seus
contributos para que coloquemos finalmente Portugal no mapa da civilização.
Sem elas, sabêmo-lo bem, nós nunca iríamos conseguir.
Agora é que a festa vai começar!
[P]/[R]/[K]/[H]
Por feliz coincidência a BaLa faz anos hoje. Quatro vezes parabéns da rapaziada!
Fotografia 1 > Photographie Française, Lisboa
> Retrato múltiplo de um rapazinho, Lisboa, 1908 (foto © FH/CRO)
Fotografia 2 > Photo-Salon Furtado & Reis, Lisboa
> Quatro raparigas a dançar em traje minhoto, Lisboa, c. 1910 (foto © FH/CRO)
Duas fotografias de dois estúdios lisboetas, ambos com intensa actividade nas
primeiras décadas do séc. XX.
No primeiro caso, a Photographie Française, cujo nome em francês pretendia
demonstrar, tal como o faziam outros estúdios comerciais, o chic da sua localização
na Baixa da cidade (R. Arco do Bandeira, Lisbonne) e o esmerado serviço que
prestava. Este retrato de estúdio, múltiplo, obtido por fotomontagem a partir
de quatro negativos, é datado de 1908, apresentando uma sequência de imagens
que decerto foi influenciada pela novidade do cinema. De notar que na mesma rua
do estúdio se inaugurara em 1907 o "Animatógrafo do Rossio", com a sua bela
fachada "art nouveau", a qual ainda se mantém preservada mas dando hoje acesso
a uma sex shop que ocupa o interior da antiga sala de cinema.
Na R. de Santa Justa, perpendicular à R. do Arco do Bandeira, localizava-se também
o Photo-Salon Furtado & Reis, outro estúdio que também apresenta no nome
o tal estrangeirismo definidor de prestígio.
Nesta segunda fotografia, um retrato de grupo realizado ao ar livre, vemos quatro
raparigas em poses de dança encenadas para a fotografia. A parede de trepadeiras
recorda vagamente um conveniente "cenário"campestre. As raparigas, orgulhosas
no seu vistoso traje tradicional, eram talvez descendentes de gente do Minho, ou
então meninas da capital que aderiram à moda de se fazer retratar em traje minhoto.
Este hábito, frequente a partir da década de 1880, prolongou-se até meados do
século XX. O traje minhoto tornar-se-ia um dos principais ícones da cultura popular
portuguesa, devendo em grande parte esse estatuto à fotografia de costumes.
[R]

Ao quarto mês do Ultraperiférico, que hoje assinalamos, os quatro (4) autores que
são a rapaziada deste blogue têm a honra e o prazer de anunciar que convidaram
quatro (4) translumbrantes moças, para integrar a nossa equipa como colaboradoras
residentes: BaLa, Bolota, Espiral e Dona Urraca.

Convite feito, convite aceite. Pretendemos assim mostrar ao mundo, ultraperiferia
incluída, um exemplo estimulante da paridade democrática entre sexos. Nem podia
ser de outro modo, homens e mulheres a blogar em paridade total!
Em breve saberemos o que estas moças iluminadas têm a dizer, quais os seus
contributos para que coloquemos finalmente Portugal no mapa da civilização.
Sem elas, sabêmo-lo bem, nós nunca iríamos conseguir.
Agora é que a festa vai começar!
[P]/[R]/[K]/[H]
Por feliz coincidência a BaLa faz anos hoje. Quatro vezes parabéns da rapaziada!
Fotografia 1 > Photographie Française, Lisboa
> Retrato múltiplo de um rapazinho, Lisboa, 1908 (foto © FH/CRO)
Fotografia 2 > Photo-Salon Furtado & Reis, Lisboa
> Quatro raparigas a dançar em traje minhoto, Lisboa, c. 1910 (foto © FH/CRO)
Duas fotografias de dois estúdios lisboetas, ambos com intensa actividade nas
primeiras décadas do séc. XX.
No primeiro caso, a Photographie Française, cujo nome em francês pretendia
demonstrar, tal como o faziam outros estúdios comerciais, o chic da sua localização
na Baixa da cidade (R. Arco do Bandeira, Lisbonne) e o esmerado serviço que
prestava. Este retrato de estúdio, múltiplo, obtido por fotomontagem a partir
de quatro negativos, é datado de 1908, apresentando uma sequência de imagens
que decerto foi influenciada pela novidade do cinema. De notar que na mesma rua
do estúdio se inaugurara em 1907 o "Animatógrafo do Rossio", com a sua bela
fachada "art nouveau", a qual ainda se mantém preservada mas dando hoje acesso
a uma sex shop que ocupa o interior da antiga sala de cinema.
Na R. de Santa Justa, perpendicular à R. do Arco do Bandeira, localizava-se também
o Photo-Salon Furtado & Reis, outro estúdio que também apresenta no nome
o tal estrangeirismo definidor de prestígio.
Nesta segunda fotografia, um retrato de grupo realizado ao ar livre, vemos quatro
raparigas em poses de dança encenadas para a fotografia. A parede de trepadeiras
recorda vagamente um conveniente "cenário"campestre. As raparigas, orgulhosas
no seu vistoso traje tradicional, eram talvez descendentes de gente do Minho, ou
então meninas da capital que aderiram à moda de se fazer retratar em traje minhoto.
Este hábito, frequente a partir da década de 1880, prolongou-se até meados do
século XX. O traje minhoto tornar-se-ia um dos principais ícones da cultura popular
portuguesa, devendo em grande parte esse estatuto à fotografia de costumes.
[R]
Etiquetas: estúdios fotográficos, fotografia






