quinta-feira, maio 28, 2009

[citação 34]
AMO DEVAGAR OS AMIGOS


Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos
de cada lado.

Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.

Não os chamo, e eles voltam-se profundamente

dentro do fogo.

-Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.

De paixão.

Poesia > Herberto Helder (n.1930)
> in Poesia Toda, Assírio & Alvim, 1996

Pintura > Piet Mondrian (1872-1944), Holanda/EUA
> Lozenge Composition with Yellow, Black, Blue, Red and Grey, 1921,
col. The Art Institute of Chicago, EUA
[P]

2 Comentários:

Anonymous Anónimo escreveu...

Una poesía para un amigo:

En campos de silencio
las estrellas que caen
siempre germinan.

Todo nos reconoce.
Todo inclina su gesto generoso
hacia donde la vida
nos cubre y nos concreta.

Hay un cuenco de asombro
en el umbral
de los que saben esperar milagros,
susurra una verdad.

Hay música, también,
bajo las cuerdas.

Vanesa Pérez Sauquillo

22 junho, 2009 21:24  
Anonymous propranolol escreveu...

Porque o acaso talvez não exista, só vi este belo poema hoje, neste inesquecível dia 25 de Junho de 2009, e a partir de hoje, como ambos sabemos, é outro tempo das nossas vidas. Felizmente, Vanesa Pérez Sauquillo, de uma maneira, e Herberto Helder, de outra, escreveram as palavras que definem os nossos sentimentos.
Neste outro tempo das nossas vidas, permanecerá o que o tempo e as vicissitudes não poderão mudar. É por isso que a amizade não se perde nem se altera, quando é consistente.

26 junho, 2009 00:04  

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