terça-feira, setembro 11, 2007

11 DE SETEMBRO



E se duas bombas se encontrassem em pleno voo a caminho do alvo? Daquele alvo tão
legítimo. Como comunicavam? Nem todos falam inglês. Nem mesmo inglês dos EUA.

Existem mais de duzentos países no mundo. Alguém disse que o mundo não mudou,
apenas mudou a maneira como olhamos para ele.

Em 11 de Setembro de 2001 o mundo ficou mais fraco, mais igual a si próprio. É uma
mudança?

[Espiral]

Pintura > Francisco de Zurbarán (1598-1664), Espanha
>
San Sérapin, 1629, col. Wadsworth Atheneum Museum of Art, Hartford, EUA
[R]

4 Comentários:

Anonymous Propranolol escreveu...

Espiral,
Teria muito que dizer a propósito deste teu post...enigmático. Fixei a frase "existem mais de duzentos países no mundo". É verdade, mas também parece que existe apenas um, os E.U., não é isso? Estou a lembrar-me da segunda guerra mundial e do genocídio do povo judeu perpetrado por Hitler, e todos sabemos que o tema já foi abordado até à exaustão pelo cinema e a literatura e a música e as artes visuais e as artes de palco e sei lá eu quem mais, no "ocidente". É meritório, porque esse horror não poderá cair no esquecimento.
Nessa mesma guerra, o Japão atacou Pearl Harbour, provocando estragos que levaram os E.U. a retaliar destruindo duas grandes cidades japonesas com duas bombas atómicas cujos efeitos foram sentidos a 400kms de distância. Não sei precisar quantos milhões de pessoas foram mortas ou estropiadas, mas sei que foram mais que no célebre 11 de Setembro. O Japão não esqueceu a data da bomba atómica e todos os anos a recorda formalmente. E nos tais outros duzentos países do mundo, quem sabe ou quer saber do horror de Nagasaki e de Hiroshima?
Portanto: o que é o "onze de setembro"? Quantos "onze de setembro" é que a humanidade já conheceu? E quais são os "onze de setembro" mais importantes? E porquê?
Obrigado pelo post.

11 setembro, 2007 17:26  
Blogger paulo escreveu...

"Este" 11 de Setembro é diferente na medida em que é o ataque, não apenas a uma nação, mas a um modelo de sociedade, a “ocidental” capitalista. É relevante o alvo serem as torres gémeas, e não apenas o pentágono.
Depois, começou o diálogo dos demónios recíprocos: acção-reacção, terror à escala mundial. De certa forma, talvez o capitalismo precisasse de um 11 de Setembro, para aumentar a vigilância sobre as comunidades. Para justificar a indústria militar e o controlo das fontes de energia. O radicalismo islâmico e as sociedades teocráticas, atrasadas, do golfo, do médio oriente, da Ásia, de certeza que precisavam deste ataque. Porque lhes dá visibilidade, poder e protagonismo internacional, e justifica as elites perante os povos, como protectores e guardiães, ocultando a perversão.
Dois totalitarismos enfrentam-se. E obrigam-nos a tomar parte.

13 setembro, 2007 23:06  
Anonymous Propranolol escreveu...

Paulo,
Concordo com a sua análise da questão, e com o ponto em que situa e aprofunda um tema tão complexo e sinuoso. Eu apenas quis referir que no "ocidente" tudo parece muitas vezes resumir-se à paranóia americana.

19 setembro, 2007 14:38  
Anonymous Anónimo escreveu...

o capital é uma relação social. não se ataca bombardeando proletários.

19 outubro, 2007 02:05  

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