quinta-feira, maio 10, 2007

[citação 20]
VIVO EM LISBOA



Vivo em Lisboa como se vivesse no fim do mundo, ou num
lugar que reunisse vestígios de toda a Europa. A cada esquina
encontro reminiscências doutras cidades, doutros encontros,
doutras viagens.

Aqui, ainda é possível inventar uma história e vivê-la. Ou ficar
assim, parado, a olhar o rio e fingir que o Tempo e a Europa
não existem - e Lisboa, se calhar, também não.

Citação > Al Berto (1948-1997), Portugal
> in
O Anjo Mudo, ed. Assírio & Alvim, Lisboa, 2000

Fotografia >
Vítor Palla (1922-2006), Portugal
>
Lisboa, 1989, col. Fundação PLMJ
[R]

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8 Comentários:

Anonymous Mário escreveu...

a imagem não aparece !

Lisboa não tem existido!

10 maio, 2007 11:23  
Anonymous L'Oiseau Rare escreveu...

Concordo com Roteia ao colocar este texto e esta imagem, ambos notáveis. Também concordo com Mário, em relação a Lisboa, mas no meu caso a imagem aparece. Também concordo comigo: Lisboa existe, existia antes de Carmona, e há-de existir depois dele, há-de sobreviver-lhe.

10 maio, 2007 13:15  
Blogger Edu escreveu...

Mário,

só uma pequena correcção - Lisboa tem existido, sim, nas vias rápidas em pleno centro da cidade, ladeadas de parques de estacionamento não utilizados e de passeios submersos em carros, nos túneis que ajudam a colocar mais carros no centro, nas construções desenfreadas do Porto de Lisboa, que tomou conta do rio, no Campo Pequeno depenado dos seus 200 álamos e jacarandás, na poluição campeã de recordes europeus, na proliferação de condomínios privados em centros culturais e históricos...Lisboa tem existido, sim, como cidade massacrada.A quem podemos pedir socorro?

10 maio, 2007 14:17  
Blogger mena escreveu...

Conheci este blog na «Cidade das Mulheres». Bom, do nome ao resto. Parabéns. Prá troca nada mais tenho para oferecer que o meu incipiente http://maiomena.blospot.com.

11 maio, 2007 22:47  
Blogger RatherCynical escreveu...

Até os mestres duvidavam:

"Nesta cidade, onde agora me sinto
mais estrangeiro do que os gatos persas;
nesta Lisboa, onde mansos e lisos
os dias passam a ver as gaivotas,
e a cor dos jacarandás floridos
se mistura à do Tejo,em flor também,
só o Cesário vem ao meu encontro,
me faz companhia, quando de rua
em rua procuro um rumor distante
de passos ou aves, nem eu sei já bem".

Eugénio de Andrade - Em Lisboa com Cesário Verde

Um abraço :)

11 maio, 2007 23:42  
Anonymous Mário escreveu...

Eu sei que Lisboa não desapareceu, mas não tem existido muito nos últimos anos como cidade feita para os seus cidadãos. Já a vi mais viçosa, mas como já aqui vivo desde 60, já vi muita coisa, pelo que sei bem que todos os estados são transitórios. De qualquer forma há muitas Lisboas dentro do espaço físico da capital, algumas são refúgios e outras são estandarte, mas sinto que a minha Lisboa talvez nunca possa existir para além da minha cabeça.

13 maio, 2007 17:09  
Blogger Aldina Duarte escreveu...

Estou viva em Lisboa :-)

Até sempre!

18 maio, 2007 11:52  
Anonymous balthus escreveu...

É bom sentir fragâncias quando elas não existem.
Lisboa existe...

21 junho, 2007 21:10  

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