sábado, junho 10, 2006

PORTUGAL E TIMOR



Todos os dias vão saindo notícias e mais notícias sobre o que está a passar-se em
Timor. Vamo-nos apercebendo que a situação não é linear. Menos lineares ainda,
e menos evidentes, parecem ser os interesses em jogo.
O que é evidente, isso sim, é que a identidade histórica e cultural de Timor-Leste
está indissociavelmente ligada a Portugal, tal como a independência do território.
Devemos então interrogar-nos não apenas quanto ao papel que o Estado português
pode desempenhar na resolução da crise política que actualmente atinge Timor,
mas também quanto ao futuro apoio que podemos prestar na (re)construção deste
jovem país.
As nossas responsabilidades históricas não podem diluir-se nem sob os argumentos
das dificuldades internas de Portugal, nem sob os argumentos da distância geográfica.
Os timorenses até poderiam não desejar a intervenção portuguesa. Mas está visto
que a desejam.
E afinal, graças à tecnologia, Timor nunca esteve tão perto.
[P]

Fotografia > Anónimo
> Timor - Trecho de vegetação no interior, postal fototípico, ed. da Missão, c.1930
(foto © FH/CRO)
[R]

v. Ligações em actualização (ainda no post anterior)

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5 Comentários:

Blogger Heliocoptero escreveu...

O papel não só de Portugal, mas de toda a CPLP, organização da qual, de resto, Timor Lorosae é membro de pleno direito.

Ou será que é nestes momentos que se vê que a dita Comunidade ainda tem um longo caminho a percorrer no que a importância, meios e eficácia diz respeito?

10 junho, 2006 19:51  
Anonymous Roteia escreveu...

Concordo com Heliocoptero. De facto se Portugal fosse uma referência estável e credível para os restantes países da CPLP, o peso internacional desta organização e o equilíbrio de forças em questões de política externa seriam certamente outros.
Do meu ponto de vista, Portugal enquanto Estado, bem como as várias organizações e entidades públicas e privadas portuguesas, não encaram a CPLP como uma causa, nem assumem colectivamente as nossas responsabilidades patrimoniais e históricas. Os preconceitos de ex-colonizador e a tendência para o abuso do paternalismo, contribuem para que não se tenha uma atitude equilibrada. Parece não existirem verdadeiras estratégias no tocante ao património linguístico, por exemplo.
É triste, mas está quase tudo por fazer nesta ineficaz comunidade.

10 junho, 2006 21:03  
Blogger Bajoulo escreveu...

“Seguindo o mesmo princípio que guiou a astuta Ministra da Educação ao querer dar poder aos pais para avaliar os professores, eu exijo, como automobilista, poder avaliar, para efeitos de progressão nas carreiras, os elementos das brigadas de trânsito. Assim, baixaria de imediato a alta taxa de infracções detectadas”.

Ratinho Blanco, auto-mobilizado Paço Arquiano

www.riapa.pt.to

12 junho, 2006 22:39  
Blogger Kaos escreveu...

A dificuldade é saber exactamente o que fazer e quem apoiar. Mas que devemos ajudar Timor é uma nossa obrigação
um abraço

13 junho, 2006 13:00  
Anonymous Roteia escreveu...

Kaos:
Foi exactamente pelos motivos que aponta que decidimos manter 2 posts consecutivos sobre a questão timorense, continuando a actualizar no primeiro deles as ligações a blogues e textos que possam ajudar a entender o que se passa.
Vai ficando cada vez mais claro que os interesses australianos são parte do problema e não da solução.
E afinal, contrariamente a várias análises precipitadas, o envio da GNR foi mesmo uma decisão acertada. Ao que parece, a GNR tornou-se a única pedra na engrenagem dos interesses australianos, pondo a nú a sua colaboração nas desordens de Dili.

13 junho, 2006 15:01  

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