quinta-feira, maio 18, 2006

MUSEUS



Todos os dias são dias de museus. Museus é sempre que um homem quiser. Mas hoje,
18 de Maio, o Museu Nacional de Arte Antiga vive um dia especial de festa com a
inauguração da exposição da Colecção Rau, Grandes Mestres da Pintura
Europeia - De Fra Angelico a Bonnard.
Em breve voltaremos a este tema. Para já vamos a caminho da inauguração e da festa
que se prolongarará nos jardins do museu até às 3 da madrugada. Até logo!

[Adenda 1 > 19.5.06]
> Uma ideia de cosmopolitismo
Esta madrugada, finda a inauguração da exposição da Colecção Rau, os jardins do
nosso principal museu nacional transformaram-se numa enorme discoteca ao ar
livre. Música urbana, efeitos de luzes nas copas das árvores, muita cerveja, gente
a dançar.
Assim se comemorava o Dia Internacional dos Museus, para escândalo de alguns
cuja ideia de "cultura" e de arte passa apenas pelos domínios da erudição e termina
no século XIX.
A heterogeneidade dos públicos, o cruzamento de épocas e expressões urbanas é
o caminho certo. Pelo menos por uma noite, pelo menos num lugar privilegiado,
Lisboa teve um cheirinho a cosmopolitismo.
[R]

[Adenda 2 > 19.5.06]
> A Noite dos Museus
Sábado, 20 de Maio, encerra com a Noite dos Museus um ciclo de eventos que esta
semana pretendeu conquistar novos
públicos e alargar os parcos hábitos de convívio
dos portugueses com o seu património museológico.
Baseada numa ideia francesa, à qual vêm aderindo museus de toda a Europa, a
iniciativa abrange
em Portugal inúmeros museus nacionais e municipais por todo o
país. Horário alargado até à 1 ou 2 da madrugada, com entradas gratuitas.
É só consultar o
Programa.
(R)

Fotografia > Fratelli Alinari, Florença
> Furia addormentata, ed. Alinari, Firenze, c. 1900
(foto © FH/CRO)
(> Fragmento de escultura, Museo Nazionale Romano, Roma)
[R]

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3 Comentários:

Anonymous propranolol escreveu...

Setenta e cinco por cento dos autores do Ultraperiferico contribuiram, com a sua entusiasmada presença, para aumentar a multidão que encheu as salas do Museu, primeiro, e o jardim, depois, na inauguração desta bela exposição. Como o Roteia não o diz no seu post, digo eu agora neste comentário que a Colecção Rau inclui obras de grandes mestres, desde Fra Angelico e El Greco até Degas e Cézanne, passando por De Witte e Fragonard, por exemplo. O melhor é ir ver.

20 maio, 2006 00:15  
Anonymous M.P. escreveu...

è uma óptima ideia esta da noite dos museus.Lisboa fica contente com o cheirinhod e cosmopolitismo.Mas não será que quem vai aos museus,habitualmente,constitui uma vanguarda cultural?E as oficinas onde se "fabricam" os frequentadores de museus, onde estão?!
Porém estas iniciativas são oportunidades douradas para acessibilizar os museus.
Para o Roteia, um pequeno reparo:os mecenas são, de facto, escassos e não "escaços".

21 maio, 2006 20:03  
Anonymous Roteia escreveu...

Tem razão, m.p., os hábitos culturais dos portugueses são um problema e os motivos são complexos, sendo que a formação de públicos exigiria das escolas e das próprias instituições museológicas, outros meios.
Um exemplo do desinvestimento (e desinteresse) do Estado neste campo é a actual situação dos serviços educativos dos museus nacionais que se vêem impossibilitados de cumprir os seus desígnios. Basta dizer, a título de exemplo, que o nosso principal museu, justamente o M.N. Arte Antiga, há bem pouco tempo tinha apenas três técnicos do S.E. para orientação de visitas guiadas (e julgo que esta situação ainda se mantém). Ou seja, à medida que se foram reformando os anteriores técnicos (que chegaram a ser dezenas, na década de 50!), não foram colocados novos técnicos em sua substituição.

Mas a formação de públicos é um problema de toda a sociedade portuguesa, especialmente dos media que nesta matéria não estabelecem pontes com as artes, limitando-se a nivelar por baixo, cada vez mais.

(Quanto a gralhas, mesmo que escassas, são realmente imperdoáveis. Grato pelo reparo).

21 maio, 2006 22:38  

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