domingo, maio 07, 2006

[citação 03]
AS MÃES



"As mães são as mais altas coisas que os filhos criam"
> Herberto Helder (n. 1930)
[P]

Fotografia > Lehnert & Landrock (Tunísia)
> Bédouine, Tunis, c. 1910
(foto © FH/CRO)

Dois fotógrafos europeus, o alemão Rudolf Lehnert (1878-1948) e o austríaco
Ernst Landrock
(1878-1966), instalaram-se na cidade de Tunis entre 1904 e
1914,
aí criando uma das maiores empresas de produção e comercialização de
imagens do Norte de África, incluindo edições postais em rotogravura.
Percorreram os países do Magreb, seduzidos pelo imaginário orientalista e pelos
povos e costumes
do deserto do Sahara, fixando-se depois da Grande Guerra, no
Egipto, cidade do Cairo.

Esta Bédouine com o seu filho, é uma proposta fotográfica pictorializante claramente
inspirada na iconografia da "Virgem com o Menino", cruzando as tradições cristã
e islâmica com uma naturalidade desarmante, que nos remete para um tempo em
que as diferenças civilizacionais não pareciam constituir uma ameaça.
[R]

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3 Comentários:

Anonymous propranolol escreveu...

Obrigado, Roteia, por cederes esta bela fotografia para o meu post do Dia da Mãe. E quanto ao texto que a acompanha, devo dizer que o li com prazer e o considero elucidativo e muito interessante. A fotografia merece-o, as mães agradecem, os filhos também. Fotografias destas são eternas. Como as mães.

07 maio, 2006 19:01  
Anonymous Maria escreveu...

Tenho mesmo de vos agradecer estas duas escolhas: a fotografia e o poema.É sempre um prazer passar por aqui e apreciar as vossas propostas estéticas.

Apesar de eu não concordar muito com estas celebrações de dias de isto e daquilo, é uma excelente homenagem a TODAS as mães!

Parabéns.

07 maio, 2006 19:26  
Blogger MAM escreveu...

apesar de atrasada, claro que quero falar das mães, sobretudo depois (rever)o Eugénio de Andrade.
elas ficam sentadas à soleira da porta, a espreitar-nos as olheiras, ocupando um espaço qu evai mirrando à medida que o nosso corpo cresce e se afasta, apesar do remorso. elas estarão sempre lá, eternas, antes e depois da morte, a doer por cada coisa que não lhes démos ou não nos foi dada.
Algumas, ainda, esperam os filhos o tempo que for preciso, com a sopa a esfriar no prato porque é muito, muito tarde para chegar.
armandina maia

13 maio, 2006 23:30  

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